Cientistas descobrem o maior conjunto de tubarões-baleia de que há registo na costa da península de Yucatán no México

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Os tubarões-baleia (Rhincodon typus) são muitas vezes consideradas gigantes solitários que vivem e se alimentam no oceano aberto. Cientistas do Instituto Smithsonian descobriram que nem sempre é assim e que os tubarões-baleia pode viver em grupo. Já tinham sido detectados grupos de tubarões-baleia mas não ultrapassavam uma dúzia de elementos. Esta pesquisa que envolveu a superfície e levantamentos aéreos, revelou uma enorme agregação de tubarões-baleia, o maior já relatado com 420 elementos ao largo da costa da península de Yucatán, no México. O motivo desta união prende-se com a comida que existe nesta parte do oceano. Mike Maslanka, biólogo do Conservation Biology Institute e Smithsonian e chefe do Departamento de Ciências da Nutrição refere que os tubarões-baleia são as maiores espécies de peixes do mundo e alimentam-se principalmente os organismos mais pequenos no oceano, como o zooplâncton. O motivo desta reunião prende-se com a procura de ovos de peixe que se concentra nesta zona. Os tubarões-baleia são uma espécie ainda pouco conhecida.. Eles têm uma distribuição muito ampla, ocorrendo em todas as regiões tropicais e sub-tropicais dos oceanos. Os seus movimentos motivados pela procura das fontes alimentares. Os cientistas usaram redes finas para recolher amostras dos alimentos dentro e na zona circundante onde o grupo se encontrava. Fizeram testes de ADN às amostras de ovos de peixes recolhidos e descobriram que os ovos eram de atum (alletteratus Euthynnus), um membro da família da cavala.

A equipa de cientistas analisou também um outro grupo masi pequeno de tubarões-baleia, que se concentra no Cabo Catoche, ao largo da ponta norte da península de Yucatán. Eles descobriram que a presa deste grupo consistia principalmente de copépodes (pequenos crustáceos) e camarão. O tubarão-baleia é considerado uma espécie vulnerável pela União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. As populações desta espécie foram sendo exterminadas pela pesca com arpão de pesca no sudeste da Ásia e por captura acidental noutras regiões. As conclusões da investigação foram publicadas na revista científica PLoS ONE de Abril de 2011. Além da Smithsonian Institution, os membros da equipa pertenciam várias instituições, Comisión Nacional de Áreas Naturales Protegidas em Cancún, no México, Centro de Pesquisa de Tubarões em Sarasota, Flórida., DOMINO projeto e Aquário da Geórgia, Inc. em Atlanta, Geórgia.

Para aceder ao artigo na íntegra clique em http://smithsonianscience.org/2011/05/scientists-discover-the-largest-assembly-of-whale-sharks-ever-recorded/?utm_medium=referral&utm_source=pulsenews

As imagens em baixo são mostram o grupo de tubarões-baleia alimentando-se junto à costa da península de Yucatán em Agosto de 2009. Fotos de Oscar Reyes.

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