Carnavais tradicionais na Europa

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Alessandro Norsa, investigador italiano elaborou um trabalhos sobre os carnavais tradicionais nalgumas localidades europeias. A pesquisa decorreu entre 2004 e 2009.

O material fotográfico que foi analisado(mais de 8200 imagens de 17 países) foi dividido por nação, região, distrito e por fim aldeia (num total de 1256 localidades). O trabalho denomina-se "Il Bello, il Brutto, il Matto - Analisi comparativa della struttura dei Carnevali alpini in un’ipotesi di continuità con quello di Cerna nel Veronese" (na língua original, italiano). Em português "O Lindo, o Feio, o Louco - análise comparativa da estrutura de Carnaval Alpino com o de Cerna, Verona".

O autor encontrou uma clara continuidade nos temas tradicionais que se encontram em diferentes lugares, alguns distantes entre si. Os elementos que dessa continuidade são:

- Máscaras belas e feias

- Chapéus pontiaguados

- Carros

- Arados

- Caras pintadas de preto

- Campainhas

E ações como:

- Queimar

- Dança circular

- Implorar por comida.

No livro está descrito cada um dos elementos, a hipótese simbólica de relação e a motivação em termos da cultura agrícola-pastoral.

"Da est ad ovest, il linguaggio delle rappresentazioni carnevalesche e delle caratteristiche delle maschere si sussegue e sembra rincorrersi, in una diffusione unitaria; pertanto troviamo le maschere da Bello e da Brutto, con il loro significato intrinseco di forze benefiche e distruttrici, in tutte le culture dell’arco alpino: in Carnia e nel bresciano, nel bellunese e nel comasco; ma anche in Austria, Slovenia, Ungheria, Polonia, Portogallo, Spagna, e Bulgaria. Dall’altro lato le specificità dei singoli carnevali li rendono del tutto inconfondibili gli uni rispetto agli altri. Credo che ci troviamo di fronte a quel tipo di fenomeno di trasmissione non scritta del messaggio, quella particolare situazione per cui da un evento unico si creano numerose diversificazioni in rapporto alle singole individualità"( Texto na língua original, italiano).

De este a oeste, a linguagem das representações do Carnaval e as características das máscaras multiplicam-se, surgindo uma distribuição uniforme, do belo e do feio com significados intrínsecos, dominados por forças benéficas e destrutivas. Estas representações surgem nas diversas culturas dos Alpes, em Carnia, Brescia, e Belluno mas também na Alemanha, Áustria, Eslovénia, Hungria, Polónia, Portugal, Espanha e Bulgária. Por outro lado, a especificidade de cada Carnaval torna um conjunto inconfundível relativamente a outro. Este tipo de fenómeno de transmissão das tradições, é criado por um acontecimento único na relação com cada indivíduo.

"Il Carnevale ha origini storiche antichissime che si perdono laddove finiscono i dati storici ed iniziano le interpretazioni. È evidente una sorta di linguaggio universale del carnevale alpino, fatto di maschere e figure allegoriche comuni.

D’altro lato ogni carnevale è specifico e inconfondibile rispetto agli altri, da questo si può dedurre che fin dall’antichità vi fossero forme comuni di rappresentazione di riti di transizione del ciclo dell’anno. Tali riti in seguito, avrebbero subìto delle modificazioni relativamente ad ogni vallata: alcuni sarebbero rimasti ed altri sarebbero estinti.

Elemento di congiunzione tra il ciclo stagionale e quello della vita delle persone, il Carnevale era il naturale momento di passaggio dall’inverno alla primavera, che segnava quindi il confine tra la fine del “Brutto” e l’inizio del “Bel” tempo; ma era anche con questo periodo che, oltre alla vita vegetale, nell’immaginario collettivo si risvegliavano i sensi ed i desideri di corteggiamento. Nelle manifestazioni carnevalesche tradizionali, pertanto, si possono ancora leggere incroci di rituali inneggianti sia alla fertilità agraria che umana." (Texto na língua original, italiano).

O Carnaval tem raízes históricas tão antigas que se torna difícil saber onde acabam os factos históricos e começam as interpretações. É evidente a existência de uma espécie de linguagem universal do Carnaval Alpino, feita de máscaras e figuras alegóricas comuns.

Por outro lado, cada Carnaval é único em relação ao outro, a partir disso, pode-se deduzir que, desde tempos antigos, não havia formas comuns de representação dos ritos de transição do ciclo do ano. Estes ritos mais tarde, sofreram modificações em cada região, alguns mantiveram-se e outros terão desaparecido.

Elemento de ligação entre a estação do ano e da vida das pessoas, o Carnaval era o tempo natural de transição do inverno para a primavera, que então marcava a fronteira entre o final do "Feio" e o início do "Lindo"; mas foi também durante este período que, além do renascer da vida vegetal,despertavam também os sentidos e os desejos de namoro no imaginário coletivo. Nos eventos carnavalescos tradicionais, podem-se ainda ler passagens de rituais elogiando tanto a fertilidade humana como a produtividade agrícola.


Mascherata di Casamazzagno - Comelico Superiore - Veneto - Italia
Mascherata di Casamazzagno - Comelico Superiore - Veneto - Italia
Bufon della mascheréda di Penìa (Val di Fassa) - Trentino - Italia
Bufon della mascheréda di Penìa (Val di Fassa) - Trentino - Italia
Carnaval em Nassereith - Tirol - Austria
Carnaval em Nassereith - Tirol - Austria



Autoria: Norsa Alessandro